Aves em extinção: Exposição de gravuras terá uma Live de abertura


A exposição “Aves em extinção: exposição de gravuras" é organizada e produzida por Pablo Marquinho e patrocinada pela Lei Aldir Blanc no estado do Tocantins, apresenta ao público, de forma virtual com obras em diversas técnicas de gravura. A exposição apresenta 51(cinquenta e uma) gravuras de artistas selecionados via edital e dos artistas homenageados: Ciro Fernandes e Yolanda Carvalho. Os dois artistas homenageados são mestres da xilogravura brasileira que apresentam em parte da sua iconografia artística imagens e temas relacionados com as aves.


A exposição coletiva é um passeio pelo Brasil, através de gravuras com imagens de aves típicas da nossa fauna que estão em risco de extinção. As obras atuam como um alerta e uma reflexão sobre o mundo que estamos construindo e o quanto perdemos.


“Aves em extinção: exposição de gravuras” será lançada no dia 20 de agosto às 20h, e por ser virtual ela poderá ser visitada de qualquer lugar. A exposição contará com recurso de audiodescrição em cada obra possibilitando o acesso para pessoas com deficiência visual. A exposição contará com oficinas práticas onde o público terá a oportunidade de experienciar diferentes técnicas de gravura, e ainda com encontros de bate-papos entre os artistas como forma de intercâmbio de saberes sobre a gravura. A exposição também recorrerá ao recurso de audiodescrição em cada obra possibilitando o acesso para pessoas com deficiência visual e ficará disponível para visitação no período de 20 de agosto a 31 de outubro de 2021 no site da Casa Visual Galeria.



Serviço:


Live de abertura das Aves em Extinção: Exposição de Gravuras


Data e horário:


20 de agosto às 20h através do canal do Youtube da Casa Visual Galeria


Visitação:


20 de agosto a 31 de outubro de 2021


SOBRE OS ARTISTAS HOMENAGEADOS



Yolanda Carvalho


Professora, Artista Plástica, Desenhista, Gravadora e Ilustradora. Estudou na Fundação Brasileira de Teatro Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, DF. Graduada em Educação Artística e Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Pós-Graduada Em Preservação da Arte Rupestre, Núcleo de Antropologia da Pré-História pela Universidade Federal do Piauí. Professora do Departamento de Artes visuais da Universidade Federal do Piauí. Premiada no XIV Salão de Artes da Capitania das Artes, Rio Grande do Norte.


Membro fundadora da União dos artistas plásticos do Piauí/ (UAAPI). Membro Perpétuo da Academia Piauiense da Literatura do Cordel, FUNCOR, cadeira 40.



Ciro Fernandes


Um dos maiores nomes da xilogravura brasileira, nasceu em Uiraúna, Paraíba, em 31 de janeiro de 1942. Começou a desenhar ainda quando criança. Ele saiu do Sertão da Paraíba ainda na década de 60, morou em São Paulo e depois criou novas raízes no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro da Lapa onde vive.


Frequentou o atelier de Augusto Rodrigues, litogravura no Parque Lage com Edgar e gravura em metal com Rossine e Lena Bergstein no MAM. Foi ilustrador do Jornal do Brasil e fez modelo vivo com o pintor Bandeira de Melo. Fez pintura, desenho e xilogravura, inclusive capas de livros para Orígenes Lessa, Raquel de Queiroz, Ana Maria Machado, Gilberto Freire etc.


Participou de muitas exposições como o Salão Carioca de Arte, Salão Nacional de Artes Plásticas além de exposições na Suíça, Alemanha, Dinamarca e Brasil. Suas obras estão diretamente ligadas ao mundo da literatura de cordel, as crenças e costumes nordestinos. Seus trabalhos encontra-se no acervo da Casa da Gravura de Curitiba e Museu Nacional de Belas Artes. Walmir Ayala em 1983, sintetizou a obra de Ciro por ocasião de uma exposição de pinturas: “O que eu não poderia imaginar é que, além do xilogravador dos melhores de sua geração, houvesse nele ainda um pintor. Um pintor de um expressionismo dramático, cortando as figuras num entitamento apaixonado, como se cortasse os perfis em madeira. Uma relação entre o xilogravador e o pintor? Certamente – e isto reforça em termos de íntima coerência, a produção deste artista vigoroso e determinado, que equilibra o suor diário, do ofício, com a percepção iluminada. Acrescente-se à isso, que Ciro Fernandes realiza o retrato da vida brasileira.”


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